
O peito dói. O menino sentou na bicicleta e saiu pedalando para longe. Ele só queria sair do lugar onde estava a muito tempo. Chorou tanto esse menino! Pediu colo aos pais, a moça que passava, ao vizinho, ao animal de estimação. Ele também brincou com alguns brinquedos de plástico dados de presente no ultimo natal. Eles até tinham um belo embrulho, mas eram de plástico.
Entra o segundo dia. O menino chora. Se distrai, e vê o alto da cerquinha, que até lhe garante um espaço modesto. Os pais antes de sair para trabalhar sempre se preocupavam, e rapidamente, olhavam a cerquinha. O filho brincava... A mesa de jantar, e do café da manhã, também mantinham boa distância até a cerquinha. O menino então pensou. Ele pegou alguns brinquedos e mediu, sacou uma régua e mediu, na ultima tentativa, calculou desesperadamente, e mediu. Mediu o que conseguiu. Para terminar o serviço, ele precisaria de ajuda. O menino se esforçou. Mas a distância na sua compreensão era tamanha, que observar tornou-se o mel e o fel.
Alguém limpava a casa, era oito da manhã. Então o menino aproveitou para brincar. O almoço aprontou, e o menino, brincava na cerquinha. O pai voltou! Rapidamente, o menino largou o brinquedo. O pai bateu as mãos, lavou as mãos, bateu as mãos e voltou ao trabalho.
Hora de brincar, mas antes o menino comeu alguma coisa quentinha. Banhou alguns minutos depois. Alguém limpava a casa novamente, tirava o pó aqui e ali.
O menino então voltou a brincar na cerquinha. Organizou todos os atiradores de plástico, e os carros de corrida de plástico. Tempo para muita criatividade, a necessidade aumentava sua capacidade criativa. Um exército era remontado minuto a minuto. Muitas guerras, episódios, o menino gostava, e distraia. Um novo banho aconteceria às cinco da tarde, eram três e cinqüenta e quatro. O menino cansado desaba no tapete emborrachado. E, acorda para banhar, eram cinco horas da tarde. Após isso, ele volta a brincar. Na cerquinha, em alguns momentos, um súbito estado familiar saltava. Mas, em pouco tempo ele voltava a brincar. Dentro de pouco tempo, os pais também chegariam.
Chegam os doutores. Alguém sai da casa. Palmas, alguém passa pelo menino, é a mãe em direção ao computador. O pai gosta de palmas, ele se esforça, e bate mais algumas sequencias de palmas, até se dirigir ao quarto e então parar as palmas. Todos jantam. O menino agora, bate palma. Os pais riem. O menino distrai-se.
É tarde, são oito da noite. Todos dizem que crianças dormem cedo. O menino sai da cerquinha, ele é levado até berço pela mãe. Ele verá o pai amanhã, cedo. Agora, o menino tem que dormi. A mãe bate a ultima palma, o menino interage. Eles riem uma vez juntos, mãe e filho. Todos dormem. Amanhece. É o dia três de Maio para aquela casa.
Por: Alexandre Ataíde