segunda-feira, 14 de março de 2011

"suspiro ultimo"



Gente. Já deu esse blog. Sinto que é a hora de algumas mudanças, estou pensando em algo diferente nesse momento. Acho que vou me dedicar a um blog com ênfase na Psicologia, campo que eu estudo. Sinto uma necessidade de construir um novo modelo, experimentar uma energia diferente, fazer esboços ou ensaios reservados a categoria científica. Não será um espaço para poemas infelizmente. O "fôlego de artista" me proporcionou muitas alegrias, e se mostrou um espaço de partilha de energias em forma de poema. O blog foi um companheiro, amigo fiel, um local onde eu podia expressar aquilo muito do que eu sentia. Foi muito bom! Agradeço a todos que me acompanharam durante esses anos.

Fica a lágrima, a palma

O estalo, os tijolos de uma construção

Morei em casas, em salas de dança, cd’s, espelhos, debaixo das mangueiras

O mundo tem seus lugares esquisitos para nos abrigar

Mudança, “mundanças”

Necessidade de não parar em uma única paisagem

(Mesmo quando ela é encantadora)

Estou ouvindo a música, ela perfeita

O momento não pedia qualquer uma

Estou feliz, e choro também

É possível experimentar duas coisas;

Dois amores

Uma coisa em forma de duas

Cadarços amarrados e um guarda chuva na mão

Plano não planejado

O amor platônico foi ensaiado?

O texto está errado?

Batom borrado, vida do outro lado

Ar ralado, caro e não respirado.


Por: Alexandre Ataíde

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Homens choram




Você pensou mesmo que isso daria certo?
Mais um engano amargo
Mais uma decisão precipitada
Algum desvio puxou o meu tapete
O chão será o ultimo lugar, meu ultimo lugar no mundo

Olheiras e pálpebras pesadas
Minha manhã de domingo transformou-se em “o”
Chateação de beira de cama
A hora não corre mais como quando eu queria apenas te ver
Todo passado fica atrás
É quando a oportunidade, um pouco borrada, leva-me até um novo céu,
Um novo sol, para continuar

O chão será o ultimo lugar,
Meu ultimo lugar no mundo

Frio e sem cobertor
Minhas dúvidas, como as guerras,
Carregam misérias afetivas
“O amor” enfraqueceu meu apetite
Congelou músculos e a imaginação
Fiz-me um pedido
Algo como: Não seja tão cruel consigo!
Consigo?

Pensamentos piruetando no espaço
Enquanto eu vou me convencendo que você não chegará
“Vi tudo!”
Só queria me permitir acreditar em algo maior
Algo forte e atrevido
Algo onde um segundo fora do raciocínio,
Pudesse re-significar qualquer plano com semblantes do hoje

O chão será o ultimo lugar,
Meu ultimo lugar no mundo
O chão será o ultimo lugar,
Meu ultimo lugar no mundo

Por: Alexandre Ataíde

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Suspensão



Um passo em direção à montanha
A lembrança, ao olhar o desconhecido
Agora “conhecido”, mesmo sem característica dar
Impossível classificar ou figurar
Massa ar, abstrato de mil sentimentos
Soprar!
Não consigo segurar o ar!
Eu quero segurá-lo!
Tentar, persistir nunca foi um falar
Como provar o diferente?
Que força buscar?
Que menu apertar?
Rosto desfigurado, preconceito arraigado
Terreno cheio de mato,
Não consigo olhar!
Quero olhar!
O que tudo isso quer dizer, afinal?
Como ser?
O que ser?
Cinge o “não-ser”
Alguém me leva de volta ao sono,
A brisa do barco, ao mar?
Solidão, respirar, companhia, ar.

Por: Alexandre Ataíde

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

“O menino tem um belo nome”



O peito dói. O menino sentou na bicicleta e saiu pedalando para longe. Ele só queria sair do lugar onde estava a muito tempo. Chorou tanto esse menino! Pediu colo aos pais, a moça que passava, ao vizinho, ao animal de estimação. Ele também brincou com alguns brinquedos de plástico dados de presente no ultimo natal. Eles até tinham um belo embrulho, mas eram de plástico.
Entra o segundo dia. O menino chora. Se distrai, e vê o alto da cerquinha, que até lhe garante um espaço modesto. Os pais antes de sair para trabalhar sempre se preocupavam, e rapidamente, olhavam a cerquinha. O filho brincava... A mesa de jantar, e do café da manhã, também mantinham boa distância até a cerquinha. O menino então pensou. Ele pegou alguns brinquedos e mediu, sacou uma régua e mediu, na ultima tentativa, calculou desesperadamente, e mediu. Mediu o que conseguiu. Para terminar o serviço, ele precisaria de ajuda. O menino se esforçou. Mas a distância na sua compreensão era tamanha, que observar tornou-se o mel e o fel.
Alguém limpava a casa, era oito da manhã. Então o menino aproveitou para brincar. O almoço aprontou, e o menino, brincava na cerquinha. O pai voltou! Rapidamente, o menino largou o brinquedo. O pai bateu as mãos, lavou as mãos, bateu as mãos e voltou ao trabalho.
Hora de brincar, mas antes o menino comeu alguma coisa quentinha. Banhou alguns minutos depois. Alguém limpava a casa novamente, tirava o pó aqui e ali.
O menino então voltou a brincar na cerquinha. Organizou todos os atiradores de plástico, e os carros de corrida de plástico. Tempo para muita criatividade, a necessidade aumentava sua capacidade criativa. Um exército era remontado minuto a minuto. Muitas guerras, episódios, o menino gostava, e distraia. Um novo banho aconteceria às cinco da tarde, eram três e cinqüenta e quatro. O menino cansado desaba no tapete emborrachado. E, acorda para banhar, eram cinco horas da tarde. Após isso, ele volta a brincar. Na cerquinha, em alguns momentos, um súbito estado familiar saltava. Mas, em pouco tempo ele voltava a brincar. Dentro de pouco tempo, os pais também chegariam.
Chegam os doutores. Alguém sai da casa. Palmas, alguém passa pelo menino, é a mãe em direção ao computador. O pai gosta de palmas, ele se esforça, e bate mais algumas sequencias de palmas, até se dirigir ao quarto e então parar as palmas. Todos jantam. O menino agora, bate palma. Os pais riem. O menino distrai-se.
É tarde, são oito da noite. Todos dizem que crianças dormem cedo. O menino sai da cerquinha, ele é levado até berço pela mãe. Ele verá o pai amanhã, cedo. Agora, o menino tem que dormi. A mãe bate a ultima palma, o menino interage. Eles riem uma vez juntos, mãe e filho. Todos dormem. Amanhece. É o dia três de Maio para aquela casa.

Por: Alexandre Ataíde

"palavra amar"


Deixa passar o tempo,
Deixa-o guardar
Alguma coisa ao menos
O amor passa por lá
Não conte mais as horas, deixa acontecer
Tempo é natureza
Vida sem regra, pra começar
Desenhe uma criança
Solte balões ao ar
Ria, ria... É, gostoso cada momento
Viver ultrapassa o pensamento
Permita-se soltar
Cair do alto
Homem ao mar!
Qualquer brisa, qualquer vento
O jogo é experimentar
Beije a boca dela!
Se beije narcisicamente!
A lei é amar!
Amar nunca é de menos
É uma força, não é frear
Crie qualquer palavra
A essa altura alguém abriu abraços
Eu escolhi voar

Por: Alexandre Ataíde

sábado, 11 de dezembro de 2010

"Rogers01"



Parece-me valida pelo curioso paradoxo que encerra, pois, quando me aceito como sou, estou me modificando...

...não podemos mudar, não nos podemos afastar do que somos enquanto não aceitarmos profundamnte o que somos...

...Então a mudança parece operar-se quase sem ser percebida...

Carl Rogers

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Amar, é fim".



Atrás de nós uma estrada
O que será bastante?
Sabe aqueles momentos,
Onde tudo tem uma intensidade singular?
Viver a vida dos segundos,
Uma acorde passa acelerado,
O susto é apreciado,
O beijo é roubado
O toque único da massa de ar não volta
Viver do amor de cada instante

Poesia de linhas e letras
Tempo efêmero
Registros verdadeiros
A poeira da estrada trouxe algo comigo
No bolso uma foto imaginária
O único toque cheio de dias
Algum bom dia
Um poder em rápida companhia
Viver um amor também é um pouco das palavras incessantes
Vivê-lo atravessa o instante

Sim!
Escrevemos mais apaixonados
Vemos o impossível vira possível
Vemos o céu, o paraíso mais próximo
A melhor inspiração sempre está para nascer
Sim!
Um amor transforma a sorte,
Me permite viver mais um dia
Então, ocupe a taça,
Transborde-a de vinho,
O lugar talvez feche mais tarde, hoje
Ahhh... Viver do mais gostoso instante.

Por: Alexandre Ataíde